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Joana Soeiro
Maria Matos deu forma e casa ao seu projecto 2for1 Design quando abriu a D. Amélia Flower Bar, na Fortaleza da Cidadela de Cascais. A pequena loja transporta qualquer um para um ambiente campestre e cheio de ramos e flores, muitas secas. Aqui acredita-se na sazonalidade dos produtos, muitos deles conservados por Maria, como as flores ou a fruta desidratada. Há sempre raminhos já feitos, mas Maria gosta de desafios e de criar um arranjo único para cada cliente, por isso é visitar a loja.
Noticia retirada do website da Time Out
Dentro do Pestana Cidadela de Cascais há várias portas onde pode bater que será sempre a arte a atender. A This Must Be The Place é a moradora mais recente deste bairro artístico: é galeria e ateliê dedicada sobretudo ao design gráfico. A ideia é ter uma exposição diferente todos os meses.
Catarina Carreiras é quem comanda as operações. Estudou Design de Comunicação nas Belas Artes e foi para Itália trabalhar o lado mais comercial da coisa, e “explorava conceitos mais fora da caixa para marcas”. Depois disso seguiu para Nova Iorque onde esteve num ateliê de design gráfico, para aprender mais sobre a área e percebeu que gostava do lado mais comercial. Quando voltou para Portugal, em 2011, criou com Carolina Cantante o Studio AH—HA, onde jogava com os dois lados da moeda: comercial e lúdico. “À medida que ia trabalhando com marcas maiores percebi que queria explorar outras coisas e ter um espaço só meu”, diz. É daí nasceu a This Must Be The Place.
Apesar dos oito anos fora, Catarina é nascida e criada em Cascais e voltar às origens era coisa que queria há muito. “Trabalhei no estrangeiro e no Chiado, por isso queria voltar a Cascais e dar à vila algo diferente. A minha ideia é trabalhar o design gráfico e torná-lo acessível”, explica. “Podemos não nos aperceber, mas deparamo-nos a toda a hora com elementos gráficos que fazem parte dos cenários visuais diários e nem damos conta que é design.”
O espaço não é grande, mas chega para albergar uma sala expositiva logo à entrada e, ao fundo, o ateliê onde trabalha os projectos de branding e comunicação de marcas com Magdalena Feikusová e Raquel Guerreiro – e está de portas abertas a receber novos desafios.
Por agora estão a trabalhar em serigrafia, mas Catarina não esconde a vontade em trabalhar formatos maiores. “Senti que a minha geração sente dificuldade em decorar uma casa, sem recorrer às vias mais económicas e massificadas”, continua. “Acho que isto é uma opção viável para decorar quando não tens um orçamento alargado para investires em arte.”
As serigrafias rondam os 50€ e são um jogo de cores e composições que qualquer um pode imitar em casa. “Pensamos em facilitar a vida às pessoas. Sendo que temos muitos turistas aqui tentei fazer coisas que dessem bons souvenirs”, acrescenta.
Em breve, Catarina quer ter na agenda workshops para crianças, “uma forma dinâmica de os miúdos desenvolverem a sua liberdade de criação”. A ideia na galeria é que todos os meses haja novidades com happenings artísticos, com a possibilidade de receber até outros designers. “Quero abrir um bocado as portas e não tornar uma galeria numa coisa de nicho. Isto é para toda a gente”, afirma. “A arte é outro nível, mas o design serve para servir as pessoas.”
Noticia retirada do website da Time Out
Atualmente residindo em Lisboa, a brasileira Lu Mourelle, nem bem chegou do Salon D’Art Contemporain – Paris 2020, onde expôs suas obras no Parc Des Exposition – e já inaugura neste sábado, 8, a partir das 18 horas, em seu espaço ‘Lu Mourelle Art Gallery’, na Cidadela Art District, em Cascais, a mostra ‘Outras Terras’, ao lado dos artistas Bogdan Dide, da Ucrânia, e de Claus Von Oertzen, da Alemanha. A exposição ficará patente até 03 de março.
Lu chegou a Portugal incentivada pelo vice-presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes, Jaime Silva, que a conheceu depois de visitar uma exposição da artista em Lisboa em 2017. “Portugal foi uma grande surpresa e um presente, um m país acolhedor, belo. Pintar sob a luz de Portugal é um diferencial”, comenta a artista.
A obra da artista é fruto de sua bagagem emocional, que desde a infância alterna residência entre o Brasil e a Europa. Acostumada desde cedo a integrar sociedades diversas, Mourelle dedicou-se ao mundo da moda antes de abraçar completamente as Artes Plásticas. Dos estudos de pintura e dessa experiência de vida nasce à representação de mulheres diferenciadas e ricas em personalidade e emoção. Personagens de beleza atípica e contemporânea que em traços essenciais e cores bem marcadas transmite sua inventividade.
‘Madames’, sua série mais recente que faz parte da mostra, traz rostos femininos que estimulam o poder de interpretação do público. São feições e olhares inquietantes, curiosos e muitas vezes de natureza ambígua. Assim, Lu deseja estimular a compreensão de belezas exóticas e atípicas, mas contemporâneas. “A beleza é algo que depende do referencial de cada um e por isso voltamos às experiências particulares, minhas e do público que contempla as obras. As Madames tocam cada um de maneira diferente: apesar de não serem trabalhos baseados no realismo, transmitem sentimentos verdadeiros”, diz Lu, que teve uma agenda intensa em 2019: apresentou obras em Paris, Lyon e Toulouse, em França; Stuttgart e Wiesbaden, na Alemanha; Luxemburgo e São Paulo.
Um pouco mais sobre Lu Mourelle
A artista plástica brasileira, Lu Mourelle, nasceu em Campinas, interior de São Paulo, mas atualmente reside em Portugal, onde tem seu próprio espaço “Lu Mourelle Art Galery”, na Cidadela Art District, em Cascais.
Membro da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, Lu Mourelle contabiliza exposições em países da América do Sul, França, Alemanha, Luxemburgo, Portugal, Espanha e Áustria. No ano passado participou como artista convidada da Bienal de Florença 2019, onde todas as obras foram adquiridas por colecionadores dos Estados Unidos, Canadá e Irlanda.
Lu Mourelle é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Publicidade e Propaganda; com MBA em Marketing, área em que atuou na maior parte do tempo em sua carreira corporativa, sempre relacionada ao mundo na moda.
Lu continua sua pesquisa para formular composições de cor aliadas aos traços originais e semblantes múltiplos. Suas obras partem da desconstrução para fortalecer rostos e olhares carregados de expressão, com cabelos, maquiagem e figurinos que chamam atenção pela inovação em formas, cores e texturas. São figuras idealizadas e subjetivas, que transformam a experiência do público na contemplação do feminino.
Noticia retirada do website Cultura de Borla